À moda antiga.

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Sou do tempo que não tinha conversa: o Inter entrava em campo pra encarar os times do interior e atropelava. A dúvida não era a vitória – era somente o placar. Ou então, aquela singela grosseria: vai ser goleada de quanto?

Os tempos mudaram e não apenas para o Inter. Hoje temos seleções de países com pouca tradição no futebol encarando de frente times como Alemanha e Brasil. O estilo do futebol mudou nas últimas décadas, basta você observar a velocidade com que a partida era disputada e também a importância da força física. Hoje o preparo de um atleta pode compensar, ou disfarçar, a sua falta de talento. Décadas atrás isso era impossível.

A tecnologia também chegou pra ficar e escalar alguns medíocres. Semana passada acompanhei matéria num telejornal que mostrava os jogadores do Nóia passeando em uma esteira. O equipamento registrava, em detalhes, a passada do atleta e – imediatamente – iniciava a produção de palmilhas customizadas, feitas especificamente para aqueles pés. Me parece que não deu muito certo.

Quem me conhece sabe como gosto da tecnologia mas, muitas vezes, é bom ver que algumas coisas ainda funcionam como antigamente: gauchão, campo molhado, jogo na casa do adversário e um passeio do Colorado: 3 a zero com os reservas.

Torço para que essa temporada siga sendo como antigamente, principalmente como as de 75, 76, 79 ou então como o período recente em que fomos tão felizes. Acho que nenhum colorado ficaria bravo com isso. Na semana que vem quero seguir invicto, sem nenhum gol levado e com a alma lavada nos potreiros do Glorioso Gauchão.

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Bonetti

Publicitário, estava no Beira Rio no gol iluminado em 75, contra o Vasco no Invicto de 79, no pênalti do Célio Silva em 92, na final contra o São Paulo em 2006 e contra o Chivas em 2010. Tinha que estar aqui também.

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