A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM

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Ontem começou 2018 para o Inter. Poucas novidades e a volta de umas caras que a torcida desejava longe do Beira-Rio para todo o sempre. Doce ilusão. Voltou o Paulão.

A coisa tá feia nos cofres colorados. Não é apenas por que faltem opções no mercado. Faltam opções que sejam adequadas aos nossos cofres, e nisso a atual gestão faz bem em ser prudente. Não dá para se endividar ainda mais. Apesar que foi pedida uma suplementação de orçamento…

Vai daí que o Inter 2018 tem orçamento de segunda divisão (padrão Inter). Ou seja, pouco ou quase nada se pode esperar em termos de contratações estupefacientes ou espetaculares. Mas daí a voltar os medalhões do rebaixamento é muito para o nosso coraçãozinho amargurado.

O grupo de 2016 ficou marcado para sempre na memória do torcedor, mas alguns viraram símbolo da tragé… Bem, usar esse termo (inadequado) também foi um símbolo. O Inter 2018 tem no grupo figuras que nos fazem lembrar um grilhão, aquelas bolas de ferro que aparecem presas por correntes no pé dos escravos ou dos prisioneiros em filmes de piratas. Eles não apenas nos mantém presos ao passado, como também parecem jogar com um grilhão nos tornozelos. Anderson tinha grilhões nos dois pés. Paulão deveria até ter um para ter feito com que ele parasse de fazer aqueles lançamentos inúteis – ligação direta – que foram a marca do grupo rebaixado. Mas ele está de volta, e aí a sensação é de que colocaram um grilhão na torcida, pois a nossa memória volta para 2016.

Marcelo Medeiros escreveu um texto na ZH falando sobre as expectativas para 2018. A parte que eu mais gostei foi quando ele se referiu a ter um grupo de jogadores que valorizasse a camisa colorada a ponto de considerar uma grande honra vesti-la. E é mesmo, uma honra. Mas será que caras como o Paulão, que saíram daqui com a imagem justamente de não terem honrado a camiseta, conseguirão conquistar a confiança da torcida? Só tem um jeito.

D’alessandro é o grande diferencial do Inter 2018. Isso é um fato. Alguns podem não gostar. Outros podem cair na ladainha da Dale-dependência. O que não se pode discutir é que ele continua jogando muito e o que nós realmente precisamos é de gente que jogue bola. Mas o gringo tem um diferencial: ele lidera. O grupo de 2017 foi difícil de ser domado. D’alessandro penou pra fazer com que alguns entendessem o significado do que estava acontecendo ano passado. Ele teve ajuda na tarefa quando voltou Damião. Agora, a volta de Paulão só pode funcionar se Dale o fizer entender que “chinelinho” não tem mais lugar no Inter de 2018.

Mas se Paulão (e outros tantos que voltaram pra dar a sensação que estão atrasando nossa vida) quiserem voltar ao Inter na modalidade “chinelinho”, eles não terão vez no Beira-Rio! A torcida já agüentou demais de caras que não honram seu salário e a nossa camiseta. A torcida não vai ficar presa a um passado que prefere esquecer: 2016 e 2017. A gente quer um 2018 onde se cumpra o que o presidente prometeu. Gente que honre o manto colorado.

 

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Thedy Corrêa

Músico, vocalista do Nenhum de Nós, tem como grande momento a recepção aos heróis colorados, em que estava no palco, em pleno Beira-Rio, e os campeões do mundo pisaram no gramado; vai criticar, elogiar, comentar, vibrar e TORCER MUITO SEMPRE.

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