Arroz com feijão.

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Sexta-feira! Dia de decreto, dia de ser feliz! Mais feliz ainda, com uma boa notícia que veio lá, das bandas do Beira-Rio. Neste sábado, o Internacional vai enfrentar o Criciúma com um lateral-direito escalado na lateral-direita. Impressionante. Claudio Winck, que além de sobrinho do treinador adversário, já foi promovido, rebaixado, emprestado, afastado e vai receber sua enésima chance no Colorado. Boa oportunidade para provar que não ingressará definitivamente na categoria de “promessa de craque que foi, sem nunca ter sido.”

Mas não é só isso (como diria o locutor dos comerciais das facas Ginsu). Tenho a informação, que teremos mais novidades positivas no time colorado para este final de semana. Voltam ao time o Pottker e o Nico Lopez, dois atacantes que foram escalados no ataque. Também teremos a alegria de ver Edenílson desfilar seu futebol operário sabe onde? No meio-campo, numa linha a frente do Rodrigo Dourado. E para tranquilizar de vez toda a torcida colorada, no gol, teremos um goleiro de ofício, Danilo Talibã.

Simplificação. Na emergência, com o barco afundando em alto mar, a primeira coisa a fazer é encontrar o furo e tampá-lo. Se alguém pensar em construir uma hélice como primeira ideia para se salvar de um naufrágio, sorry, vai se afogar. “Comece pelo clichê, para não terminar no clichê.” Esse frase foi dita pelo cineasta Jorge Furtado, numa palestra sobre criatividade. Brilhante. Quem acaba fugindo desta regra, ou é gênio, ou é inventor. E invenção é tudo o que o Inter não precisa neste momento.

Ironias à parte, fiquei bem mais tranquilo com a forma com que o Inter se preparou para o embate deste sábado. A derrota para o Boa, foi um mais um choque para todos nós colorados e me parece que para o departamento de futebol, também. Estava mais do que na hora de delimitar até que altura vamos despencar neste poço interminável. Parece que todo mundo se ligou que não adianta ficar batendo asas, tem que se agarrar na corda. Essa é a melhor probabilidade de interromper a queda.

Neste sábado, eu também farei o óbvio. Como sempre, estarei presente no Beira-Rio. Vou ao estádio torcer. É a forma básica de como posso ajudar o clube do meu coração. Não tem outro jeito. Além disso, fiquei entusiasmado com o cheirinho de arroz-com-feijão que o Guto está preparando para este final de semana. Isso aí, Gordiola! Não estamos no Master Chef. Isso é série B! E nada combina mais com segunda divisão do que um bom feijãozinho simples e bem temperado.

PS: E por falar em feijão-com-arroz, a mensagem deste texto também vale para a Nike. Resolveram inventar no design do nosso manto sagrado e erraram feio no ponto. Mas esse é o menor dos nossos problemas.

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João Pedro

João Pedro Vargas, publicitário, é pai do Xandi e do Dado, que se dizem colorados desde que habitavam o seu saco. Frequentador assíduo do Beira-Rio, desde que se conhece por gente, já foi de coréia, geral, superior, cadeira, camarote e sky box. Só faltava o Alambrado.

3 comments

  1. Dorian R. Bueno 7 julho, 2017 at 10:44 Responder

    ESTÁ NA HORA DAS FAMÍLIAS ENTRAREM EM CAMPO !!!

    Os próprios jogadores tornaram o campeonato complicado para o INTERNACIONAL depois de algumas rodadas, por que pararam de acreditar que conseguiriam ter a continuidade de vitórias surpreendentes como aquela lá na estréia da Série B. Este fator de ser vitorioso diariamente sempre gera fortalecimento do ânimo para chegar lá no alto e se manter no topo de tabela, mas este espírito foi ficando sem forças e logo começaram sentir na própria pele as feridas que foram abertas por lesões, desfalques, falta de vitórias e derrotas. Vou repetir, a realidade é que todos os times que já conhecem a 2ª divisão querem ver o INTERNACIONAL rebaixado para a Série C, mas isto somente vai acontecer caso os nossos jogadores COLORADOS não vençam os jogos dentro do BEIRA-RIO. Os atletas precisarão buscar dentro das suas FAMÍLIAS, um novo ânimo para tentar encontrar o padrão de jogo vencedor que teima em fugir deles durante a partida, já que devem estar tristes por sofrer tantas humilhações dos adversários.
    Abs. Dorian Bueno – Google+, POA, 07.07.2017

  2. Dorian R. Bueno 7 julho, 2017 at 12:07 Responder

    NÃO VEJO PROBLEMA ALGUM NA NOVA CAMISA !!!

    Para mim não tem problema algum esta nova camisa do Internacional, até mesmo por que não uso roupas com propagandas expostas.
    Não acredito que esta nova camisa do Colorado é mais feia que o futebol jogado pelo o seu time nesta charmosa série B.
    Há muito tempo sabemos que CAMISA não ganha jogo, apenas agrega um embelezamento no visual dos torcedores junto às novas cadeiras numeradas do estádio.
    Para ficar claro e definido, não importa o tipo e a cor da camisa, e sim o que acontece dentro do campo através dos jogadores que veste ela durante uma partida de futebol.
    O resto é balela, conversa para gerar mídia nas redes sociais e jornais.
    Abs. Dorian Bueno, Google + Plus, POA, 07.07.2017

  3. Wolfgang Weittefooder 7 julho, 2017 at 16:33 Responder

    Com relação ao time para amanhã, só espero que o Nico e o Potker voltem bem fisicamente, para não ser desculpas no final. Também tenho expectativa no retorno de Gutierrez para dar mais equilíbrio técnico no meio, uma vez que, tecnicamente, é superior às demais opções testadas por ali. Edenilson é uma volta natural que precisa ter continuidade, assim como Gutierrez, mesmo que não desempenhe eventualmente, para que ganhem confiança com sequência.
    O Winck é um caso à parte. Ele nunca entregou o que se esperava dele, tanto pela imprensa quanto nós torcedores. Torcida e apoio não vão faltar e, dado o desespero que temos naquela posição, vai ter gente rezando para ele acertar desta vez. Também não adiantará dar uma oportunidade e se ele não for bem, arquivá-lo. Dêem-lhe uma sequência e depois mandem às favas definitivamente se não der conta do recado.
    Quanto ao novo uniforme, prefiro minha parte em futebol bonito e bem jogado dentro de campo. O resto é periférico nesta altura do campeonato.

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