Bom sinal

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Não lembro a última vez em que eu realmente quis ver um jogo do Inter. Já ia pra mais de um ano que assistir a um jogo do Inter era tão prazeroso quanto enfiar um bambu debaixo de cada unha da mão, mastigar quinze gilettes ao mesmo tempo ou pingar limão no olho. Tortura geral.

Eu só assistia porque era quase um dever cívico. Aquela dorzinha na consciência de deixar de lado o amigo com quem tu foi tão feliz e fez tanta coisa junto e que agora, só porque tá morando no quarto dos fundos da mãe, tu larga de mão.

Nunca seria assim.

Eu, assim como milhões de torcedores, enfrentamos a tormenta dos péssimos resultados, da efetividade pífia e da produção ridícula. Sofremos na carne com atuações pornográficas no Gauchão ou contra Paysandu, ABC, Juventude, América, CRB, Boa, Luverdense, Vila Nova, Criciúma, Paraná e qualquer um que pegasse o ônibus errado e, porventura, entrasse no Beira Rio.

Curtimos o couro como ninguém no último ano. Mas não desistimos.

Ainda anestesiados pela dor da vergonha, vimos uma boa atuação acompanhada de uma vitória tranquila contra o Oeste. Ressabiados, ficamos aguardando a volta à realidade no próximo jogo.

Mas aí, jogamos melhor ainda e vencemos o Goiás e o Argel com autoridade. Será?

Aí veio a prova de fogo – tá, prova de fogo porque é a segundona, ok? Contra o Guarani, fora de casa. E, mais uma vez, vencemos. Com consistência, produtividade e autoridade.

Pronto. Foi o que bastou pra eu estar na quinta-feira já louco pra ver o Inter no sábado. E isso é um ótimo sinal.

Era só isso o que todo colorado precisava: que o time o apoiasse depois de tanto apoio não-correspondido.

Uma semana tranquila, só agitada por aqueles que ainda não se conformam com a melhora do Inter e que procuram, na titularidade do Damião ou do Sasha, motivo inócuo pra atrapalhar o ambiente ou conquistar alguns cliques miseráveis a mais. Não conseguiram.

Estamos fortes e mais vivos do que nunca pra seguirmos o calvário dessa segundona maldita. Só que desta vez, bem dentro do G4.

Começou o segundo turno e, com ele, a contagem regressiva para a volta à primeira divisão.

Chega logo, sábado!

 

Te dedico, Colorado!

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Soletti

Publicitário, gostaria de ter sido congelado na década de 90. Em 42 anos de vida, viveu dois momentos mágicos: o dia 17 de dezembro de 2006 e o choro convulsivo da filha de 5 anos quando foi ameaçada pelo Papai Noel de ganhar uma camiseta do Grêmio no Natal.

1 comment

  1. Dorian R. Bueno 10 agosto, 2017 at 14:59 Responder

    QUE VENHA O 2º TURNO PARA TESTAR O INTERNACIONAL !!!

    Os métodos de trabalho do Guto Ferreira e sua equipe, agora estão funcionando dentro do campo muito mais do que 45minutos, por que o time passou a confiar e si próprio, e os resultados apareceram mesmo sob pressão da direção, torcida e imprensa.

    Quem sabe podemos dar um voto maior de confiança ao treinador para recuperar o tempo perdido, já que os CASCUDOS e JOVENS jogadores COLORADOS demonstraram mais vontade, para ser um grupo VENCEDOR, AMÉM.

    Acredito que o grupo de jogadores ainda não está fechado ainda mais, que precisamos ter reposições do mesmo nível em todas as posições, por que o Internacional precisará jogar 19 jogos e chegar o mais perto possível dos 57 pontos que será disputado.

    O desempenho até o momento é apenas da vice-liderança com 33 pontos, e sabemos que somente isto não garante nada, e o time precisará jogar muito futebol para vencer muitos jogos dentro e fora e se garantir dentro do G4.

    Abs. Dorian Bueno, Google+Plus, POA, 10.08.2017

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