Calvário Colorado

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Enquanto o bufão indignado touro brabo Célço Rôth esboça o time do Inter pra enfrentar a Ponte, no jogo mais importante dos últimos seis anos da vida colorada, eu esboço meu pessimismo ao imaginar o verdadeiro calvário que, talvez, venhamos a enfrentar em 2017.

O calvário será merecido, se acontecer de fato.

O melhor cenário (ainda que catastrófico) seria a gente ter vencido o Galo e partido pra uma decisão contra o coirmão, e faturar a Copa do Brasil. Segundona e Libertadores, pra amenizar a merda. Possibilidade sepultada por Celção Reizão ao colocar Andrigo e o inigualável perna de pau Ariel – um jogador pro futuro colorado na segundona 9e olhe lá!). Ali largamos a Copa do Brasil pros outros e, mesmo assim, patinamos contra o Santa Cruz em casa. Patético. Ridículo.

Repito aqui que o calvário será merecido, se acontecer de fato.

Agora o pior cenário, que estamos acompanhando em rede nacional 24/7, é a briga direta contra o “timinho” do Vitória, com todo o respeito. Este timinho que nos bateu DUAS VEZES no BR16. Ou seja, um timinho sim, mas bem melhor do que o nosso. Duas vezes nos ganhou, lá e aqui.

E tem nego que não entende porque estamos nessa merda toda.
Repito novamente: o calvário será merecido, se acontecer de fato.

Estamos nessa merda porque o Sr. Dr. Excelentíssimo Vitório Piffero passou dois anos arrotando sua soberba equivocada sem ver o que estava acontecendo no chão da fábrica, no campo, nos treinos, essa é a verdade que eu vejo. Evocou nas entrevistas todos os títulos que ganhou mas esqueceu dos outros tantos que perdeu, alguns de maneira vexatória. E quem não tem a capacidade de entender porque ganha, não saberá jamais porque perde. Ou saberá: pagando pelos erros e arrastando consigo uma imensa e apaixonada torcida que não merece o presidente que tem hoje.

Repito mais uma vez: o calvário será merecido, se acontecer de fato.

A torcida nunca vai abandonar o Internacional. Mesmo na segundona, estaremos contigo, meu Inter. Mas essa mesma torcida não pode votar na continuidade de um grupo que, nos últimos dois anos, acabou com a base vencedora que o Internacional tinha como grande lastro.

#VamoVamoInter

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Raul Krebs

Fotógrafo e colorado desde sempre. Traz pro Alambrado dois instrumentos essenciais: corneta e flauta.

1 comment

  1. Eduardo G.R. 18 novembro, 2016 at 15:23 Responder

    Pois é. A mesma torcida que faz dois anos queria longe do Beira Rio o Abelão, o Giovane Luigi e o Marcelo Medeiros e votou enlouquecida no Piffero/Tite. E, depois, cantou no pátio: “ÔÔÔÔÔ… o campeão voltou…. o campeão voltou…..”
    Eu não esqueci.
    Saudações Coloradas

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