Como é bom ser colorado

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Nasci no meio da fartura. Naquele tempo, cansei de ver meu pai sempre chegando em casa com duas coisas: um sorriso nos lábios e uma faixa de campeão cintilando no peito.

Cresci acostumado a gritar “É campeão!!”em meio a uma arquibancada lotada, uma sala de aula cheia, um rua repleta de colorados.

Sou antes da época da Goethe. Sou do tempo em que se fazia festa na frente do prédio da Zero Hora.

Vi de perto os dois vices seguidos do Brasileirão e mergulhei na mais profunda hibernação do orgulho nos medíocres anos 90.

E, mesmo assim, ainda estava lá no único grito de alegria dado em 1992.

Chorei com a volta da fartura e aprendi que, time grande mesmo, aqueles nascidos para emocionar seus torcedores, nunca esquecem de ganhar.

Hoje, mais do que nunca, estamos perto d e levantarmos a vigésima taça no século 21.

E eu vou estar lá. Pra ver o Inter ganhar. Pra ver a torcida se emocionar. E, mais uma vez, ver meu pai com um novo sorriso nos lábios e mais uma faixa de campeão no peito.

Todos ao Beira Rio.

Te dedico, Colorado!

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Soletti

Publicitário, gostaria de ter sido congelado na década de 90. Em 42 anos de vida, viveu dois momentos mágicos: o dia 17 de dezembro de 2006 e o choro convulsivo da filha de 5 anos quando foi ameaçada pelo Papai Noel de ganhar uma camiseta do Grêmio no Natal.

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