Inter 1 x 0 Flamengo

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ALISSON BELO, FORTE, IMPÁVIDO, COLOSSO. Para combater todas as belezas naturais da cidade maravilhosa, só este deus grego maravilhoso, né, guriassss? No primeiro tempo, apenas assistiu de camarote a zaguinha fura-olho bater cabeça  até cansar. Mas no segundo fez uma defesa di-vi-na como Ele num chute do Guerrero só pra provar que o Dunga tem razão. Constatação da tarde: de braços abertos, Ele é muito mais imponente do que o Cristo Redentor. Até porque, Ele e deus, néééé, guriasssss? (again) NOTA 7

WILLIAM. Fez um primeiro tempo que eu até olhei a escalação de novo pra ver se era ele mesmo. No segundo tempo, limitou-se a marcar lá atrás e, como todos nós, a rezar pra que o Flamengo não empatasse. NOTA 6

RÉVER. É incrível a habilidade que ele tem, mesmo com todo aquele tamanho, de perder qualquer jogada de cabeça. Fico pensando se não seria mais negócio taca-lhe uma bomba de ar na bunda dele pra ver se não rende mais como boneco de posto de gasolina. NOTA 5

PAULÃO. Outro que tá sempre chegando atrasado e perdendo bola de cabeça. Lá pelo fim do jogo, desceu a pomba gira e ficou dando bago pra onde apontava a nariga. Mas não tomamos gol. NOTA 6

ERNANDO. Sofreu um pouco no início de jogo com as investidas do Pará…ahahahahaha.. até parece piada mas foi isso mesmo. Mas é o seguinte: tá improvisado e jogando por ali porque o Inter não tem um lateral esquerdo decente desde Claudio Mineiro, lá em 1980. Agora, fez um golaço, mas um golaço que tão pensando em tirar os pés do Zico ali do Hall da Fama no Maraca e colocar aquele pezinho direito do Ernando. NOTA 7

NILTON. Fez aquele arrozinho com feijão. Sem filé, nem fritas, muito menos um ovo bem zoiudo estalado por cima de tudo. Não me conformo com aquela sobrancelha feita em salão de beleza. NOTA 5

DOURADO. Nosso falcãozinho não fez a melhor das partidas hoje. Não subiu muito ao ataque e ficou ali atrás, tentando limpar com algodão as cagadas da nossa gloriosa zaga. Sofri um pouco quando um dos atacantes do Flamengo deixou ele deitadinho, de fraque e tudo, no chão. NOTA 6

ANDERSON. Tava com vontade, o que, para um cara que ganha 800kg de picanha por mês, não é nenhuma coisa de outro mundo. Toda vez que tentou puxar contra ataque, errou o passe e estourou nossos sacos. NOTA 4

ALEX. Tá numa fase em que, se jogar par ou ímpar, vai errar a hora de colocar os dedos. Se jogar cospe a distância, vai se babar. Não acerta nada. NOTA 1

VALDÍVIA. Tentou, insistiu, não se entregou. Mas não fez nada de muito efetivo. O futebol que ele mostrou este ano já faz com que as zagas adversárias redobrem a marcação sobre ele. E às vezes, ele não consegue sair. NOTA 5

LISANDRO LÓPEZ. Ele não é brasileiro. Mas também, não desiste nunca. Acho meio bizarro aquele posicionamento de quase volante em alguns momentos. Quase fez um gol de grande “catega”no segundo tempo. Tem o cérebro que falta ao Rafael Moura. Viram o corta-luz do segundo tempo? Aquilo é coisa de quem consegue mascar chiclete e caminhar ao mesmo tempo sem tropeçar. NOTA 6

D‘ALESSANDRO. Entrou em campo com o pé direito. E só ali ele já fez mais que o Alex. Bem fora de ritmo de jogo, armou um contra ataque pro Flamengo que só não deu em gol porque Alisson, o deus, o belo, forte, impávido colosso fez uma defesa do tamanho de sua beleza. No mais errou alguns passes e fez apenas um grande lançamento. NOTA 4

VITINHO VELHO BARREIRO. Entrou e, nas primeiras duas bolas, quase marcou dois gols. Aí se apagou e ficou só pelo apito final pra se mandar pra Xerém e beber todas com o Zeca Pagodinho. NOTA 5

WELLINGTON MARTINS. Se fosse uma escola de samba, seria a União da Ilha. Cinco minutos depois de passar pela avenida, ninguém lembra mais que ela existe. NOTA 4

ARGEL. Hoje, mudou a camisa. Mas continuou com a estratégia cagalhona de sentar a bunda atrás e ficar rezando pelo melhor. Teve o melhor porque o Flamengo não é o Atlético. O primeiro minuto de jogo, com um abafa do Inter, até deu a impressão de que o time tinha mudado de postura. Mas não rolou. Teve um mérito de manter Lisandro, Valdívia e Vitinho no final de jogo sem colocar 75 zagueiros e 18 volantes na frente do gol. E botou mais três pontos na conta. Seguimos orando. NOTA 6

 

 

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Soletti

Publicitário, gostaria de ter sido congelado na década de 90. Em 42 anos de vida, viveu dois momentos mágicos: o dia 17 de dezembro de 2006 e o choro convulsivo da filha de 5 anos quando foi ameaçada pelo Papai Noel de ganhar uma camiseta do Grêmio no Natal.

4 comments

  1. Arnon Corrêa De Mello 19 outubro, 2015 at 09:32 Responder

    Time jogando todo recuado só pelo contra ataque. Isso é coisa de time pequeno Sr.Argel e tu tá treinando o S.C.I. pô!!!! Me senti envergonhado vendo o jogo!! Foi mais sorte que juízo, porque a ineficiência do ataque do Flamengo é impressionante.

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