Inter 1 x 0 Veranópolis

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Primeiro jogo.Musculatura ainda dura e aquela sensação de abafamento como se todo mundo estivesse dentro do mesmo cu de uma lhama albina. O que valeu mesmo foi a vitória, o empenho, o bom segundo tempo e a esperança de vermos um time com um padrão de jogo. Coisa que não vemos desde 2015. Hoje, o Alambrado também dá um refresco e pega mais leve na avaliação da rapaziada.

DANILO TALIBÃ. Olha.. encerrou a temporada passada tomando gol em tudo que era bola chutada (ainda não esqueci aquele gol ridículo do Vila Nova). Hoje não teve nada disso. O que teve foi segurança, boas intervenções e uma defesa salvadora aos 36 do segundo tempo. NOTA 7

CLAUDIO WINCK. Foi bem no primeiro tempo. Inclusive, a grande chance de gol saiu dos pés dele, que deu um merengue (beijão, Cristiano Ronaldo) pro Camilo fazer. Já no segundo, errou quase tudo e ficou meio atucanado com as vaias de uns cu de aipim que deviam estar em casa. NOTA 5

KLAUS ALEMÃO BATATA. Esse voltou depois de um longo período sem jogar. Deu alguns espaços ali dentro da área colorada mas não comprometeu. Joga sério, só mostra os dentes pro dentista e não faz frescurinha no cabelo. Até porque é zagueiro e não modelo. NOTA 6

VICTOR CUESTA. Controlou bem o jogo ali atrás, fez alguns lançamentos precisos e não deu mole pros caras como tava dando o ano passado. Ainda aguardamos uma grande atuação que, obviamente, não seria hoje. Só tô falando pra não esquecer. NOTA 6

UENDEL POMBINHA DOENTE. Machucou a patinha aos 24 minutos e teve que sair direto pra Seguezio. SEM NOTA

RODRIGO DOURADO. Este ano não tivemos a Copa da Flórida. Mas o Patetinha tava aqui, bem faceirinho, né? No primeiro tempo, errou bote, errou passe e até amarelo tomou. Aí, no segundo tempo, deu a assistência pro gol do Pottker e se acomodou melhor na partida. NOTA 6

EDENÍLSON. Mais um jogo daqueles em que, depois de uns 40 minutos, tu ouve o narrador falar no nome do Edenilson e aí te dá conta de que ele tá em campo. É o popular picolé de isopor: não faz mal, mas também não tem gosto nenhum. NOTA 5

D‘ALESSANDRO. Correu, deu carrinho, tentou armar e ainda perdeu um gol no segundo tempo. Mesmo quando não tá numa noite inspirada, o veinho inspira os outros com a vontade. NOTA 6

CAMILO COALHADA. Não foi a melhor noite da vida dele. Jogou ali pela esquerda, mas não saiu nada. Quase no final do primeiro tempo, perdeu uma boa chance de gol. Cabelinho de estopa ficou devendo. Mas tem a desculpa de estar jogando fora da dele. NOTA 5

WILLIAM POTTKER. E mesmo correndo com aquela mochila cheia de material escolar nas costas, nossa tartaruguinha ninja foi o melhor em campo. Um gol de pura explosão e rapidez, várias assistências e outros lances perigosos. Começou o ano dando a credencial daquele Pottker lá da Ponte. E se continuar assim, teremos um ano beeeem bacana. NOTA 8

LEANDRO DAMIÃO. Como é bom ter um centroavante que tá sempre lá, pronto pra concluir. Sim, ele perdeu alguns gols no segundo tempo. Mas é matador, tem muito crédito e tá lá. Sempre lá. NOTA 6

IAGO. Entrou logo no primeiro tempo e deu conta do recado. No segundo tempo, subiu mais pro ataque e até assistência pro D‘Alessandro ele deu. Foi só um primeiro jogo. Mas se continuar jogando assim, vai ter uma hora em que a torcida vai perguntar pro Odair: “IAGOra”? NOTA 6

GABRIEL DIAS. Entrou mas não foi muito notado. Quem sabe, nos próximos dias? SEM NOTA

NICO LÓPEZ. Entrou a 5 minutos do final, mas ainda teve tempo de perder um contra ataque. Tá, e pra não ser injusto, deu um chute/cruzamento que obrigou o goleiro a fazer uma boa defesa.  SEM NOTA

ODAIR HELLMANN. Uma coisa deu pra notar: é o cara que pode mexer no time só no papo, sem precisar trocar. O segundo tempo foi bem melhor do que o primeiro. O que a gente espera e, pode ser que aconteça, é vermos um time com padrão, padrão, padrão de jogo. Claro que foi uma primeira amostra. Mas já deu pra ver essa ideia de padrão e até jogada ensaida. O que ele vai ter que avaliar? A bola aérea da nossa defesa e a dobradinha Camilo e D‘Alessandro. Mas hoje, num primeiro jogo e com todos os descontos, o time não foi uma verdadeira maionese. Beijo, Guto. NOTA 6

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Soletti

Publicitário, gostaria de ter sido congelado na década de 90. Em 42 anos de vida, viveu dois momentos mágicos: o dia 17 de dezembro de 2006 e o choro convulsivo da filha de 5 anos quando foi ameaçada pelo Papai Noel de ganhar uma camiseta do Grêmio no Natal.

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