O rebaixamento que nos cabe

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Não é drama, mas já me sinto rebaixado. Não que eu tenha jogado a toalha. Longe disso!

O jogo contra o Botafogo não estava na conta pra sair. Pior que em um determinado momento a gente até teve uma leve esperança de que poderia ganhar. Veio a tunda e um pênalti aos 40 minutos nos trouxe pro chão. A gente não merecia perder, mas tô achando que os deuses do futebol acham que a gente merece ser rebaixado.

E eu conheço muito colorado de fé que já se sente rebaixado, numa sofrência danada. Andam cabisbaixos. Murchos.

É que toda essa conversa de rebaixamento já é o suficiente pra humilhar a torcida. É muita conta e projeção. E quando a tabela ajuda, a gente se borra pro Vitória.

Aí a gente vê a Chape e a Ponte flanando, sonhando com a libertadores e nós nessa vergonheira. Já é um rebaixamento moral. A torcida vai pro Beira e faz o seu papel lindamente. Mas volta pra casa Ainda apreensiva. Como aquela mãe que espera o filho voltar pra casa de madrugada. É um misto de ansiedade e pavor.

E aí a gente fica sabendo que a atual gestão lançou presidente na próxima eleição. Piada de mau gosto! Dividir a atenção com a eleição é quase um crime. Todo mundo dentro do clube tinha que ter um único foco: fugir do rebaixamento! Mas o candidato já está em viagem e em campanha. Minha consciência não permitiria isso. Se eu fizesse parte dessa gestão, pensaria 25 horas por dia nas coisas que eu posso fazer para tirar nosso clube dessa situação. Uma situação que, sem dúvida, foi a falta de planejamento dos que hoje estão no comando que nos jogou nela.

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Thedy Corrêa

Músico, vocalista do Nenhum de Nós, tem como grande momento a recepção aos heróis colorados, em que estava no palco, em pleno Beira-Rio, e os campeões do mundo pisaram no gramado; vai criticar, elogiar, comentar, vibrar e TORCER MUITO SEMPRE.

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