Perdendo a linha

Primeiro de tudo: Fato Novo de cu é rola.

Dito isso, vamos em frente…

Numa boa, amigos, o favoritismo gremista era evidente mesmo se o (metido a) malandro Presidente colorado não fosse um pavão de primeira grandeza e não quisesse aparecer mais do que quem merece aparecer, que é o treinador e os jogadores. O Inter estava juntando cacos e o Todo Poderoso meteu o Aguirre embora três dias antes do grande clássico. Que cagada monumental, hein?

Num rompante de vaidade, o presidente malandro demitiu um treinador INVICTO em grenais, que apostou e bancava mais de meio time (vindo da base, preterindo os contratados do Presidente, olhaí…) e associou-se com o que há de pior no esporte do RS – dirigentes que vão atrás do que fala a imprensinha fofoca, que fica inventando factóides e que precisa eleger um cristo pra seguir batendo e ter audiência. Piffero quis ser mais malandro ainda, e resolveu criar um Fato Novo. Criou: uma demissão inconsequente e uma goleada ridícula na cola.

Parabéns, Piffero, vai tomar um chopp no Barranco, vai. Pra não te dizer outras coisas que estou (estamos!) pensando.

Parece que o presidente vai terminar de sacramentar essa merda de administração cagada com o Internacional quebrado, devendo algo (que não é pouco pq precisa empréstimo grande) e contratando Mano Menezes ou outro bosta qualquer (Oswaldo, Rene Simões, etc etc) por meio milhão de patacas. Isso tem nome: falcatrua misturada com desespero pra não cair. Podem apostar, vem um treinador horroroso por aí. E eu já adianto o perfil do treinador que vem: tem que ser mafioso. Senão não se cria com as cobras da direção. A merda não vai parar hoje.

Então agora resolve a parada, Presidente. Agora é tudo contigo, Mais Malandro.

Mas já te adianto pra te aliviar: não sei se precisa assumir a evidente culpa pela derrota mais humilhante dos últimos 100 anos. Não sei se adiante tentar resolver mais nada. Largar o osso é uma obrigação PRA ONTEM, Presidente. Pega as tuas coisinhas, deixa a os “clipes e as calculadoras” na mesa presidencial, abraça aquele Leitão que tu contratou por uma baba e some por um milênio. Até ser esquecido por todos os colorados.

Existe uma nação inteira de colorados que está cagando e andando pra quem é o presidente do Internacional. Não quer nem saber o nome do sujeito, não faz a menor diferença, ninguém vai deixar de torcer pelo Inter. Mas não vão esquecer do teu glorioso nome, PIFFERO. Por causa deste grenal, malandro. Uma nação inteira torce pro time, pro clube, e quer QUALQUER UM de presidente. Desde que, além de administrar de forma minimamente decente o clube, coloque o Internacional acima de tudo.

Parece que nem de longe isso acontece no Beira Rio mais. O time do Inter está sendo desmantelado por vários motivos evidenciados pela eliminação na Libertadores – negociatas e negociações, vendas, brigas internas, salários esquisitos, diferenças com agentes e representantes de jogadores, muita gente falando, disputas de poder e uma bagunça escancarada. Tudo isso recheado pela palavra mais nociva que pode existir: ganância.

Pede pra sair, malandro. Larga o osso. Arruma outro lugar pra arrumar a tua vida, malandro. Por favor, leva o Leitão junto. Se puder, liga pro Diego, te ajoelha na frente dele e pede pra ele voltar sem o preparador físico, por favor. Era só essa a mudança que tinha que ter feita – preparador físico. Mas vai lá implora pro Diego voltar, cagalhão. Só pra que El Comandante, que revelou/bancou metade deste time que tu já quer vender “pra ontem”, tenha a oportunidade de te esnobar e recusar ser marionete de presidente pavão e metido a mais malandro, que acha que cria fatos novos mas na real vai na onda da imprensa.

Mas a tua soberba não vai te deixar sair. Eu sei o motivo, presidentão malandrão, e tu também sabe. E não é pra “lamber as feridas” e recolocar o time nos trilhos. É oooutra coisa. Bem maior.

Nos anos 80 era bem assim, malandro. Eu sei, tu sabe e todo mundo que tem mais de 30 sabe também. E não gosta de saber, malandro. Naquela época o time do Internacional era a terceira ou quarta prioridade dentro da diretoria. Tudo e todos vinham antes, né mesmo? Tu sabe disso.

Eu não gosto de lembrar dos anos 80. Tenho pavor daquele tempo. Tu eu já não sei, Mr. Fato Novo. Acho que deve gostar porque com o caos instalado e a tua prepotência pavônica fica tuuuudo mais fácil, if you know what I mean. Tu não é burro nem louco, ex-Presidente. Burro é a gente que só torce e opina de longe. E tu não é louco porque todo mundo sabe que tu não rasga dinheiro nem come vidro.

Só quero te lembrar de uma coisa, presidente:
malandragem mesmo é da agulha que, quando toma atrás, não perde a linha.

#renunciapiffero #fechadocomaguirre #vexame #pifferonaomerepresenta

 

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Raul Krebs

Fotógrafo e colorado desde sempre. Traz pro Alambrado dois instrumentos essenciais: corneta e flauta.

10 comments

  1. Arnon Corrêa De Mello 10 agosto, 2015 at 15:05 Responder

    Ótimo texto Raul Krebs!!! Em 1980, após uma década de títulos inéditos e ascensão financeira, a diretoria chutou prá longe o foco no FUTEBOL e se voltou para negócios, para o lucro, tanto que fizeram a cagada e a imbecilidade de vender o Falcão antes da final da Libertadores!! Deu no que deu. Amargamos praticamente 20 anos com esporádicas alegrias. Agora vejo isso acontecer novamente e temo pelo futuro. Após uma 1º década dos anos 2000 de ascensão financeira e títulos, vejo novamente, desde 2011, o clube caindo nas mãos de uma máfia, chutando o FUTEBOL prá longe e só visando negociatas, lucros e ex-atletas. Tá na hora da torcida se manifestar e exigir mudanças no Clube do Povo!!!

  2. Bill Correia 28 Janeiro, 2016 at 17:22 Responder

    …6 meses depois venho aqui para escrever que o nosso excelentíssimo “Fato Novo”, parece um comercial da Polishop, sempre tem uma merda a mais para fazer , e outra e outra… depois da falsa proposta mentirosa do Anderson, plantada na imprensa, (para ficarmos orgulhosos do nosso presidente , por manter o super-craque); Ainda caiu por terra a farsa do He-Man , que o Aguyrre quase que declarou não fazer questão de tê-lo no Galo, Dá para perceber que era mais um jogador que a diretoria obrigava a escalar, assim como Anderson.

    Mentira tem perna curta.

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