Reset

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“O árbitro olha o relógio, se encaminha para o círculo central e encerra a partida! Internacional, Tetra-campeão Brasileiro! Uma grande festa vermelha toma conta do Beira-Rio! Depois de sofrer muito nos último anos, a torcida colorada lava a sua alma e comemora com entusiasmo mais um título para este clube gigante do futebol brasileiro. – Tudo está em seu lugar! Tudo está em seu lugar! Grita o capitão colorado, que logo mais, vai erguer a taça e entrar definitivamente para a história do Sport Club Internacional.”

Esse é meu sonho. Esse é meu desejo para 2018. Encerrar o mês de dezembro comemorando a retomada do Internacional. Vibrando com mais uma conquista, aliviado com a volta do meu clube do coração para o seu devido lugar, entre os gigantes do futebol mundial. Mas, como falei, esse é meu sonho. Um longo caminho deve ser percorrido. Sabemos todos nós, colorados. E essa consciência é muito importante, para que o momento que descrevi no parágrafo anterior, volte a acontecer. Se não neste ano, o mais breve possível.

Voltamos a série A, e eu nunca imaginei na minha vida que teria de escrever essa frase, com certa dificuldade. Ok, nos classificamos com três rodadas de antecedência, mas um clube da nossa grandeza teria que voltar com um pé nas costas e tinha obrigação de ganhar a porra da série B! Convenhamos, isso significa que o trabalho do futebol do Inter ainda foi médio. Corajoso, mas médio. Vamos descontar a terra arrasada que a diretoria encontrou, afinal a herança Piffero, Bola e Cia. foi trágica. Mas no rescaldo, o futebol do Inter ficou devendo um pouco mais. O grande objetivo foi conquistado e isso deve ser louvado. Mas, ficaram devendo.

Mas, vamos falar de coisas boas. Estamos de volta, temos uma base, estamos mandando umas nabas embora e parece que o Inter voltou a se banhar nas águas da humidade. Substituímos a arrogância por seriedade e pés-no-chão, o que é meio caminho andado para retomar o caminho certo. Afinal, salto alto afunda na grama, como diria um grande amigo meu. Sabemos que temos que começar do zero, comendo pelas beiradas. Não vamos iniciar o ano como favoritos, o que por um lado é muito bom. Mas também não podemos nos abaixar muito, se não, o cu aparece, como diria minha mãe.

Minha recomendação é seguir humilde, como o Odair Hellmann. Fazer um trabalho low profile, sem arrotar muito. Manter os pés no chão e começar nossa escalada do térreo, sem pular direto para o quarto andar. E a primeira grande missão de 2018, será vencer o Gre-Nal do Beira-Rio no dia 11 de março. Eu estarei lá, juntamente com a torcida mais de fé e mais apaixonada do Sul do Brasil. Uma torcida que não surgiu no mês de novembro do ano passado. Uma torcida fiel e vitoriosa, que não merecia ter passado pelo calvário que passou. Que venha 2018, que venha o mês de março, que venha o tradicional adversário. É assim que se começa. Esse é o foco. Eu já apertei no reset.

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João Pedro

João Pedro Vargas, publicitário, é pai do Xandi e do Dado, que se dizem colorados desde que habitavam o seu saco. Frequentador assíduo do Beira-Rio, desde que se conhece por gente, já foi de coréia, geral, superior, cadeira, camarote e sky box. Só faltava o Alambrado.

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