Time da B 0 x 2 Time da A

0

O ano acabou. Terminou na terça-feira passada naquele melancólico empate do time sem norte contra o Oeste. Atingimos nossa meta, voltamos para a primeira divisão do futebol nacional. Foi meio “vergonha alheia”? Foi. Mas, foda-se! Tem time que caiu e só subiu em 9º, porque viraram a mesa. Então galera, fiquemos bem sussa. Passamos pela nossa provação, com toques de sadismo e pitadas de filme de terror. Sobre Goiás e Inter, confesso que nem vi direito. Só tinha certeza que chegaríamos vivos na próxima rodada. Bora, encher o Beira-Rio e comemorar a volta que estava entalada desde o jogo contra Vozão Ceará.

As notas de hoje, não são sobre a atuação, mas sobre quem passou por média neste final de ano:

 

Danilo Talibã – Fez uma boa defesa durante a partida, mas anda muito atrapalhado. Não é nem de longe o Talibã que fechava o gol do Sport e o nosso no ano passado. Tá tomando gol xarope, anda caçando borboleta, mas ok. Tem que levar em conta que joga sem zaga, né? Aliás, faz dois anos que joga sem zaga. Alô, Medeiros! Bota alguém na nossa cozinha, que a cousa tá osca. Mesmo assim, passou de ano. – NOTA A

Cláudio “Eterna Promessa” Winck – Não vale um cravo da chuteira do tio, Luiz Carlos Winck. Não sabe marcar, tranformou a ala direita da defesa do Inter numa auto-estrada free-way sem pedágio. Desde que assinou contrato, só piora. E olha, que recebe por produtividade. Acho que já deu pra esse moço. Precisamo de dois laterais direitos para o ano que vem. Sem recuperação, reprovado. – NOTA D

Thales – É novo, entrou quando a barca já estava começando a afundar. Teve o azar de “duplar” com o Léo Ortiz, algo parecido com apertar o tésticulo em um torno incandescente. Não sei dizer se é lento, atrapalhado ou sei lá o quê. A parceria não ajuda. Como é guri, vamos deixar em recuperação. – NOTA B

Victor Cuesta – Nosso argentino geladeira. Não tem cara de mau, não bate, não desarma, não peida, nem fede, nem cheira. Ainda assim, foi o melhor zagueiro do Inter neste ano. Merece uma chance para o ano que vem, principalmente se tiver um zagueiro de verdade jogando como parceiro. – NOTA A

Uendel Pombinha Doente – Nossa pombinha doente jogou o ano inteiro com a asinha quebrada. Tem bola no corpo, mas parece ser da categoria dos medrosos. Jogador que tira o pé em dividida, não pode vestir o manto rubro. Para meu gosto, deve ficar mais uma temporada na B. – NOTA B

Rodrigo Dourado – Na média, foi bem. Jogou como único marcador do meio-campo colorado. É muito guri, tem que deixar crescer cabelo naquele peito de lagartixa. Poucas vezes, foi Falcãozinho. Algumas vezes, foi Ademir Kaeffer. Na média, foi um Norberto. O que justifica sua nota e aprovação para o ano que vem. Isso se não for requisitado por alguma escola de fora do país. – NOTA A

Edenílson – Chegou a ser o motorzinho do nosso meio-campo. Pensei que seria o novo Paulo César Tinga. Quanta heresia! Jogador muito irregular. É uma usina para acender um pau de fósforo. Tem potencial para render no ano que vem. Passou por média. – NOTA A

D’Alessandro – Nosso Coroa Bom de Bola continua batendo um bolão. É líder, é campeão de assistências e ainda marca os seus golzinhos de vez em quando. Merece a faixa de capitão e honra muito o nosso manto sagrado. Ainda faremos a sua estátua. Mas, uma de verdade, não uma versão bagaceira como fizeram com o Fernandão (cuja a estátua parece o Guerrinha). Sepre passará com louvor e nunca terão! – NOTA AAA

Eduardo Sasha – Acho que agora foi, né! Teve uma sobrevida no Beira-Rio, mas está mais do que provado que precisa buscar novos ares. É super colorado, mas isso eu também sou e não fico pedindo pra jogar no time titular. Carinha de bolacha, obrigado pela participação. Segue o rumo do teu próprio coração. Pode até ficar por aí, em Goiás, onde és Rei. Beijo do tio. – NOTA C

William “Horácio” Pottker – Nosso mais famoso réptil com nome de bruxo foi uma montanha-russa de emoções neste ano. Marcou dois gols e tirou a inhaca do corpo. Mas, ficou devendo. Vou livrar a cara dele, porque o Gordiola cismou em colocá-lo como secretário do Winck e longe da área. O que, convenhamos, é um tremenda duma burrada. Espero que o ano que vem renda mais. Ou no campo, ou com uma boa venda para o mercado chinês. – NOTA A

Damião – Damigol voltou com tico duro. Esse Damião guerreiro me serve muito. Foi fundamental para a volta do Inter para a série A. Jogo com vontade, deu carrinho, preocupou os zagueiros adversários e meteu os seus golzinhos. Damião foi matador. Nem nos momentos que apanhou da bola, eu pude ficar brabo com ele. Merece passar para o ano que vem. – NOTA A

Camilo Coalhada – Foi o nome do jogo de hoje. Entrou bem e pifou duas vezes o Pottker. É um mistério pra mim. Toda vez que entra, joga bem. Mas, quando começa uma partida, fica devendo. Uma coisa é certa, tem bola no corpo. Isso é artigo raro no elenco do Inter. Merece passar de ano, com certeza. – NOTA A

Nico Lopez – É o nome mais pedido pela torcida colorada quando a coisa tá osca. Mas, é muito irregular. A impressão que eu tenho é que precisa voltar pra escolinha rubra para aprender a jogar futebol. Por mim, não fica. Tem mercado e pode render uns pilas pra gente reforçar o elenco com jogadores com alguns neurônios a mais. – NOTA C

CharlesSem nota. 

Departamento de Futebol do Inter – Passaram por média, mas com as calças na mão. Foram aquele tipo de aluno que vai enrolando o ano inteiro, deixam para estudar de última hora, ficam protelando as tarefas e no final, passam de ano raspando. Mas, passaram. Subiram o time e tentaram reorganizar a bagaça. Sabemos que não foi fácil e a turminha do Piffero fez um puta estrago. Espero que tenham lucidez, humildade, estudem mais e façam um 2018 mais consistente. Foi no limite, mas é NOTA A 

 

 

 

About author

João Pedro

João Pedro Vargas, publicitário, é pai do Xandi e do Dado, que se dizem colorados desde que habitavam o seu saco. Frequentador assíduo do Beira-Rio, desde que se conhece por gente, já foi de coréia, geral, superior, cadeira, camarote e sky box. Só faltava o Alambrado.

No comments

Deixe uma resposta