Titulares X Reservas.

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Odair Hellmann estabeleceu o rodízio entre dois grupos de jogadores no plantel do Inter. Uns, chamados titulares. Outros, reservas. Antes mesmo do Inter fazer a sua estreia no Gauchão já ouvimos um resultado incômodo vindo do Beira-Rio: os reservas haviam vencido o jogo-treino por dois a zero. Até aí, tudo bem.

Passadas algumas rodadas temos os “ reservas “ invictos com dois resultados de três a zero na planilha e os “ titulares “ responsáveis pela única derrota do time. Além disso, tenho escutado com frequência na informalidade do futebol: “ os reservas estão melhores que os titulares “ ou frases semelhantes. Vamos com calma, minha gente.

A verdade é que o sistema criado pelo Odair esta dando certo e vejo boas vantagens nessa prática:

• Todos ganham ritmo.

• Todos ganham oportunidade, inclusive o próprio treinador que avalia o jogador nos treinos e nos jogos.

• Cria um ambiente saudável de disputa.

• Todos participam ativamente do resultado final e isso gera sentido de construção ao grupo.

Outro ponto positivo foi a postura adotada desde o início: são declaradamente os ditos titulares e reservas, deixando claro quem é quem no contexto, criando oportunidade para os que estão no banco e eliminando qualquer possibilidade de acomodação para os que estão jogando. Você acha que o Damião dormiu bem neste final de semana passado?

Além do Róger, que marcou dois contra o Avenida e ganhou destaque nacional pela sua recuperação, ainda sublinho as participações do Juan Alano, do Patrick e do Nico López. São jogadores capazes de entrar em qualquer time brasileiro nos dias de hoje, inclusive no Colorado.

Portanto, nessa disputa entre Reservas X Titulares, quem está ganhando mesmo é o Inter. Odair está criando seu time com 13 ou 14 jogadores ativos e prontos para titularidade. D’Ale continua sendo gênio da bola mas não é mais um atleta de alta performance – melhora muito se participar apenas 45 ou 60 minutos. Além disso, com mais jogadores prontos, podemos ter opções táticas diferentes para enfrentar os adversários. Ou seja: estaremos melhor preparados e é assim que deve ser. Talvez com um reforço pontual nas nossas laterais e a chegada do Moledo (sim, eu gosto dele) tenhamos um 2018 de recuperação mais rápida, nos recolocando novamente nas disputas por títulos e nos campeonatos internacionais. Afinal de contas, estamos todos no mesmo time.

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Bonetti

Publicitário, estava no Beira Rio no gol iluminado em 75, contra o Vasco no Invicto de 79, no pênalti do Célio Silva em 92, na final contra o São Paulo em 2006 e contra o Chivas em 2010. Tinha que estar aqui também.

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